10/04/2026

Alunos de Ciências Sociais da Uespi publicam cartilhas educativas sobre diversidade




Estudantes do 3º bloco do curso de Licenciatura Plena em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) desenvolveram cartilhas digitais ilustrativas com foco na promoção da diversidade cultural e no combate a práticas etnocêntricas. A atividade foi orientada pela professora mestre Lílian Gabriella Castelo Branco Alves de Sousa e integra as discussões realizadas em sala de aula no campo da antropologia.

A proposta teve como base o estudo do surgimento da antropologia enquanto campo científico, partindo das interpretações do evolucionismo social até alcançar as contribuições da antropologia cultural. Nesse percurso, os estudantes foram estimulados a refletir sobre as diferentes formas de organização social e os riscos de hierarquização entre culturas, especialmente a partir do conceito de etnocentrismo.

De acordo com a professora Lílian Gabriella, a atividade teve como principal objetivo aproximar o conhecimento acadêmico da realidade social, estimulando competências que vão além do domínio teórico. “Foi estimular nos estudantes a capacidade de transformar conhecimentos teóricos da Antropologia em uma linguagem acessível e socialmente relevante. Como a proposta buscou promover a compreensão crítica do conceito de etnocentrismo e incentivar a reflexão sobre a diversidade cultural, ao mesmo tempo eles tiveram que desenvolver habilidades de comunicação científica e mediação do conhecimento para dialogar com a sociedade por meio de materiais educativos acessíveis”, explica.

O trabalho desenvolvido em sala envolveu a leitura e discussão de autores clássicos e contemporâneos da antropologia, permitindo aos estudantes compreender tanto a formação quanto as transformações do campo. “Esses conceitos foram trabalhados por meio da leitura e discussão de autores clássicos e contemporâneos da Antropologia. Inicialmente, os alunos analisaram como as teorias evolucionistas, presentes em autores como Edward Tylor, Lewis Morgan e James Frazer, contribuíram para a formação da disciplina antropológica, mas também produziram interpretações hierarquizantes das culturas humanas”, detalha.

A docente destaca ainda que o aprofundamento crítico se deu a partir do contato com outras perspectivas teóricas que problematizam essas visões. “Em seguida, foram discutidas as críticas a essas perspectivas, especialmente a partir das contribuições de Franz Boas, Roque Barros de Laraia e outros autores que enfatizam o relativismo cultural. Nesse contexto, os discentes refletiram sobre a importância de compreender cada cultura a partir de seus próprios valores, significados e práticas sociais, evitando julgamentos baseados nos padrões culturais da própria sociedade”, acrescenta.

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